segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lula se emociona ao assistir a filme em sua homenagem

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Destino de Arruda pode passar pela Executiva Nacional do DEM

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Lula propõe verba de países ricos para proteção do clima


REUTERS/Hugo Correia

O presidente Lula fala com jornalistas em Estoril. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a propor nesta segunda-feira, no programa Café com o Presidente, que os países ricos empreguem recursos para que os países em desenvolvimento possam ter os meios para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global.29/11/2009.

Lula propõe verba de países ricos para proteção do clima
segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a propor nesta segunda-feira, no programa Café com o Presidente, que os países ricos empreguem recursos para que os países em desenvolvimento possam ter os meios para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global.
"Os países ricos, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, vão ter que colocar dinheiro para ajudar países em desenvolvimento e (para que ) os países mais pobres possam também assumir metas, mas ao mesmo tempo têm que ter acesso a novas tecnologias e a financiamento, para que os países em desenvolvimento continuem crescendo", disse Lula no programa semanal de rádio.
O tema foi discutido na quinta-feira passada em reunião de países amazônicos em Manaus, que contou com a presença da França.
A cúpula, mesmo que esvaziada, foi uma prévia dos países da região para a conferência mundial do clima, marcada para dezembro em Copenhague, capital da Dinamarca. Na cúpula de Manaus, os países pedem "financiamento adequado" para a proteção da região amazônica.
O presidente Lula afirmou ainda que depois que o Brasil fixou o compromisso para a redução de gases estufa, entre 36,1 e 38,9 por cento até 2020, os Estados Unidos e a China também anunciaram suas metas.
"Olha, você pode ter diferenças e nuances diferentes entre os números que os países vão apresentar. Mas um passo importante é que já está claro que todos os países terão que assumir responsabilidade, porque o aquecimento global é da responsabilidade de todos os países do mundo", declarou Lula.
O presidente está em Estoril, em Portugal, para participar da 19a Cúpula Ibero-Americana, onde serão discutidos os tema de inovação e conhecimento. O encontro deve reunir países latino-americanos, Portugal e Espanha.
(Reportagem de Carmen Munari)

Para Lula, eleição em Honduras pode incentivar golpes

Para Lula, eleição em Honduras pode incentivar golpes
segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ESTORIL (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou no domingo a eleição presidencial em Honduras, afirmando que o reconhecimento do pleito pode encorajar outros "aventureiros" a promoverem golpes de Estado na América Latina.
O candidato oposicionista Porfirio Lobo declarou-se vencedor na eleição presidencial hondurenha, realizada meses depois da deposição do presidente Manuel Zelaya, que está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa.
No momento em que falou com os jornalistas, Lula disse não saber ainda o resultado da eleição em Honduras, mas disse que o Brasil manterá sua posição "porque isso serve de alerta para outros aventureiros".
"Se os países que podem... fazer gestos não o fizerem, não sabemos onde mais poderá haver um golpe", disse o presidente a jornalistas no final do domingo, ao chegar para uma cúpula Íbibero-americanaero-Americana em Portugal.
"Então, minha opinião é que o Brasil não tem que reconhecer (a eleição). O Brasil manterá a posição porque não é possível a gente aceitar um golpe, seja ele militar, seja ele disfarçado de civil, como foi o golpe de Honduras."
Os Estados Unidos devem reconhecer a eleição em Honduras e o Departamento de Estado classificou o pleito de "uma maneira democrática de seguir adiante para o povo hondurenho" após o fracasso das negociações para a volta de Zelaya ao poder.
O ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, também se opôs à eleição hondurenha afirmando em declaração a jornalistas que "temos que enviar uma mensagem clara de que essas eleições não podem ter nenhuma validade".
Até o momento, somente Peru, Panamá e Costa Rica afirmaram que reconhecerão o vencedor na eleição de Honduras.
Honduras deve ser um dos principais temas em discussão durante a cúpula Ibero-Americana em Portugal na segunda e na terça-feiras.
(Reportagem de Axel Bugge e Cesar Iliano)

domingo, 29 de novembro de 2009

Vídeo mostra Arruda recebendo dinheiro

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Vídeo mostra Arruda com R$ 50 mil

Vídeo mostra Arruda com R$ 50 mil
Em fita entregue pela procuradoria, governador do DF aparece com maços de dinheiro, em notas de R$ 100

Reprodução/AE
Governador recebe pacote de cédulas das mãos de BarbosaBRASÍLIA - A subprocuradora da República Raquel Dodge anexou ao pedido de abertura de inquérito da Operação Caixa de Pandora, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma coleção de vídeos que, de acordo com a investigação, revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina no governo do Distrito Federal. O primeiro dos 30 vídeos expõe o governador José Roberto Arruda (DEM) como suposto “chefe da quadrilha”, atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006, e depois eleito para o comando do DF.

Veja também:
OAB estuda pedido de impeachment
Escuta flagra Arruda orientando distribuição de propina
Leia o inquérito da Operação Caixa e Pandora
Arruda exonera Durval Barbosa e afasta investigados
Oposição no DF analisa pedir o impeachment de Arruda

Segundo apuração da Polícia Federal, Arruda se beneficiava diretamente da cobrança de propinas em cumplicidade com o governo anterior, de Joaquim Roriz (2003-2006), que lhe teria dado carta branca para operar com o cabeça do esquema, o então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) Durval Barbosa. Depois de ser caixa de campanha de Arruda, Barbosa assumiu a Secretaria de Relações Institucionais do governo eleito em 2006.
Na primeira fita entregue pela procuradoria, Arruda aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, das mãos de Barbosa. O dinheiro, conforme apurou a PF, seria para pagamento de despesas pessoais do governador. A investigação indica que a fonte do dinheiro foi a empresária Cristina Bonner, do grupo TBA, que o teria repassado a título de “pedágio” regular pelos contratos supostamente direcionados por Arruda para a empresa com o então governo Roriz.
“Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui...”, pede Arruda, alegando que precisa guardar os maços de dinheiro. Enquanto Barbosa se levanta para buscar um pacote para guardar o dinheiro, Arruda emenda: “Eu tô achando que você podia passar lá em casa, porque descer com isso aqui é ruim.” Barbosa faz sinal de discordância e diz apenas: “Humm? Por quê? Não tem... (trecho inaudível)”
Marcelo Carvalho, um diretor do Grupo Paulo Octávio, a maior construtora e incorporadora imobiliária de Brasília, é quem aparece nesses vídeos, recebendo de Barbosa a cota de 30% que caberia ao vice-governador Paulo Octávio (DEM) na partilha. Apontado como um dos operadores, caberia a Carvalho distribuir valores arrecadados para pagar a deputados distritais da base aliada para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF.
ENTREGA
Outros vídeos mostram Durval, a mando de Arruda, providenciando a entrega de um suposto mensalão aos deputados Leonardo Prudente (DEM), presidente da Câmara Legislativa (R$ 50 mil), Eurides Brito (PMDB), Junior Brunelli (PSC), Odilon Aires (PMDB) e Benício Tavares (PMDB), além do chefe de gabinete do governador, Fábio Simão, todos com R$ 30 mil. Um vídeo é dedicado ao menos aquinhoado, o jornalista Omézio Pontes, que fica com R$ 10 mil mensais.
As 30 fitas foram entregues no primeiro depoimento, prestado por Barbosa em 17 de setembro de 2009, quando ele aceitou a oferta de se tornar réu colaborador em troca de benefícios pelos mais de 20 processos a que responde na Justiça. A petição da procuradora cita Arruda como um dos principais beneficiários da “organização criminosa”, acusada de “peculato, corrupção (ativa e passiva), fraude em licitação, crime eleitoral e crimes tributários”. O grupo, conforme o Ministério Público, tinha vínculo estável e duradouro, com atuação desde pelo menos 2002, “e ainda em atividade”.
Seus membros são acusados de praticar fraude em licitações públicas do DF e superfaturamento de preços, para extrair daí propinas destinadas a gastos pessoais, enriquecimento ilícito, financiamento de campanhas e aliciamento de parlamentares na Câmara Legislativa.
Num dos vídeos, a empresária Cristina Bonner acerta com Barbosa a assinatura de um contrato emergencial milionário (sem licitação) com a Codeplan, pelo qual Arruda a compensaria pela doação de R$ 1 milhão que ela fizera à sua campanha de governador, por meio de caixa 2. Em outro, o dono da empresa de informática Linknet, Gilberto Lucena, conta a Barbosa como distribuiu parte do dinheiro recebido pelo artifício chamado “reconhecimento da dívida”. Consiste em prestar serviço sem cobertura e depois cobrar a conta do governo, paga a custa de uma propina maior ao pessoal do esquema. “Fui obrigado a pagar pedágio para o próprio Arruda”, afirma Lucena.
OUTRO LADO
Por meio de sua assessoria, Paulo Octavio informou que não vai se pronunciar. Ele aguarda informações dos advogados, que estão analisando a íntegra do inquérito, disponibilizado apenas na noite de sexta-feira. Também por sua assessoria, Cristina Bonner negou envolvimento da empresa com o caso. “O Grupo TBA não faz parte das empresas investigadas e repudia as especulações que estão ocorrendo. O grupo tomará as medidas cabíveis para ser ressarcido por eventuais danos de imagem que possam advir dessas especulações.” Arruda também não quis se manifestar.

O Estado de S. Paulo de 29 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Polícia Federal investiga governo do DF por suspeita de propina


José Roberto Arruda, Governador do DF - Foto: Alan Marques

Polícia Federal investiga governo do DF por suspeita de propina
sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por Ana Paula Paiva e Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira operação de busca e apreensão com o objetivo de "coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à 'base aliada'" do governo do Distrito Federal, segundo nota divulgada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Entre os locais que foram alvo da operação "Caixa de Pandora" estava a área da residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) e gabinetes de parlamentares do Legislativo brasiliense.
Segundo nota da PF, cerca de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros foram apreendidos na operação, além de computadores, mídias e documentos. Os 29 mandados de busca e apreensão foram realizados em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.
"Foram verificados, nas investigações, indícios de pagamento de recursos a altos servidores do GDF, por empresas que mantinham contrato com o Governo Distrital", disse a PF por meio da nota.
As investigações sobre suposto repasse ilegal de recursos contaram com a ajuda do então secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa. Segundo a assessoria de comunicação do governo brasiliense, Barbosa foi exonerado do cargo nesta tarde após a deflagração da operação.
Em nota, o governo do Distrito Federal afirmou que "está se inteirando dos fatos e agirá com equilíbrio e o rigor que a situação exige". Disse ainda que "todos os servidores citados foram afastados de suas funções até a completa apuração".
"A determinação do GDF é contribuir com as investigações para a completa e cabal apuração dos fatos", conclui a nota do governo do Distrito Federal.
O mandado de busca e apreensão cumprido na área da residência oficial do governo foi destinado ao chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, ex-assessor do ex-governador Joaquim Roriz, disse uma fonte do DEM.
Arruda é o único governador do DEM que, segundo uma fonte do partido, deve divulgar uma nota sobre a investigação.
O governador já esteve envolvido em outro escândalo político, o da violação do painel eletrônico de votação do Senado, que o levou a renunciar ao mandato de senador em 2001.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou por meio de sua assessoria que "o partido concorda e apoia totalmente a decisão do governador Arruda de esperar ter acesso a todo processo para se manifestar. O Democratas espera que a apuração seja rigorosa e rápida".
(Com reportagem adicional de Natuza Nery)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lula só intervirá na aliança com PMDB só em 2010


Intervenção de Lula em aliança com PMDB só em 2010
quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Por Natuza Nery
BRASÍLIA (Reuters) - Uma eventual intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou de sua candidata à sucessão de 2010, ministra Dilma Rousseff, para resolver problemas que ameaçam os acordos estaduais entre PT e PMDB ocorrerá apenas no ano que vem.
A avaliação é de políticos do governo, para os quais uma atuação agora --com o cenário eleitoral ainda obscuro e suscetível às mais variadas mudanças-- não resolveria os impasses domésticos, obstáculos à consolidação do casamento que daria a Dilma um olímpico tempo de TV e forte apoio Brasil afora.
"Em algum momento precisaremos do presidente e da ministra, mas não vejo necessidade agora", disse à Reuters o presidente do PT, Ricardo Berzoini (PT-SP).
Acontece que há no momento mais dores de cabeça que analgésicos na prateleira. A receita pode vir somente com o congresso do PT em fevereiro, quando as alianças serão chanceladas pela legenda. Até aí, nenhum alarme. O problema é se a definição ficar realmente para depois de março, quando ocorre a eleição da executiva nacional da sigla.
"É algo para o começo do ano", acrescentou Berzoini.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu atuação do presidente ou de Dilma para solucionar entraves regionais, mas uma fonte do PMDB disse, sob condição do anonimato, que isso não é uma demanda da cúpula peemedebista e que "não é a hora para resolver isso".
SEIS OBSTÁCULOS
A convenção peemedebista ocorre em junho e é a instância máxima com para chancelar a coligação. O risco é não amarrar compromissos a tempo e ficar sem esses preciosos votos dos convencionais.
Os seis Estados mais estratégicos --portanto os de maior peso na convenção-- não estão pacificados e oferecem alto grau de dúvidas quanto ao crivo à aliança.
São eles: Rio de Janeiro, em que o PT de Lindberg Farias quer concorrer ao governo com Sérgio Cabral (PMDB); Minas Gerais, onde peemedebista Hélio Costa deseja lançar-se ao Palácio da Liberdade contra os petistas Fernando Pimentel ou o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), que também disputam entre si.
Os dois Estados têm o maior peso na convenção, com 80 votos no Rio e 68 votos em Minas, conforme levantamento do partido.
Em seguida, vem o Paraná, com 63 votos. Lá, o governador Roberto Requião (PMDB) deve lançar seu vice, enquanto o PT cogita apoiar nome do PDT. No Ceará, que tem 51 votos, o problema não é para o governo, mas quem disputará as duas vagas no Senado.
Rio Grande do Sul (50 votos) e Santa Catarina (49) configuram terrenos quase intransponíveis para Dilma. Em ambos, o PMDB pretende ficar ao lado do governador José Serra (PSDB), provável candidato da oposição, importando menos a eventual intervenção de Lula ou da própria candidata.
RACHA
Fora esses, há pelo menos outros oito Estados em que a convivência não vai bem. Em São Paulo, por exemplo, há um racha. Enquanto o presidente regional da legenda, Orestes Quércia, deseja ficar com José Serra, o presidente da Câmara, Michel Temer, é cotado para a vice de Dilma.
O Estado, nono lugar em termos de influência na convenção, provavelmente seguirá dividido, gerando a busca pelo voto a voto. Essa solução pode ser repetida nos locais onde não houver consenso com o PT.

Lula aborda Irã, Honduras e clima em resposta a Obama


Foto: Agência Brasil

Lula aborda Irã, Honduras e clima em resposta a Obama
quinta-feira, 26 de novembro de 2009

MANAUS (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou a seu colega norte-americano Barack Obama resposta contendo os temas que Brasil e Estados Unidos poderiam tentar chegar a um maior entendimento, afirmou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Amorim disse que a carta tem um tom amistoso e franco, assim como a correspondência enviada a Lula por Obama no fim de semana.
As duas cartas, que não foram tornadas públicas, detalham o posicionamento de ambos os países sobre a suposta tentativa do Irã de obter armas nucleares, sobre as negociações para liberalização do comércio global, a situação política de Honduras e a reunião a ser realizada em Copenhague em dezembro sobre o combate ao aquecimento global.
"Não é necessário concordar sempre. O importante é conversar", disse Amorim a jornalistas antes do início da Cúpula dos Países Amazônicos e da França sobre a questão climática.
"O Brasil tem essa obsessão de que se ele não concorda com os EUA vai cair um raio na nossa cabeça. Não é assim", acrescentou o chanceler brasileiro.
Amorim disse ainda que a carta do presidente Lula a Obama também relata a posição brasileira sobre o Oriente Médio e o Haiti.
"Abordou a questão da Palestina e do diálogo que ele manteve com os chefes de Estado e de governo que vieram ao Brasil recentemente", disse Amorim.
Sobre o Haiti, Lula pediu ajuda dos EUA para reconstruir o país. "No Haiti, já há uma cooperação forte entre Brasil e EUA", afirmou.
Negando que haja uma crise nas relações bilaterais, Amorim disse que teve uma conversa de cerca de uma hora nesta quinta-feira com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e que o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, também conversou recentemente com o assessor de Segurança Nacional dos EUA, Jim Jones.
(Reportagem de Fernando Exman)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Visita de Ahmadinejad repercute nos EUA

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Visita de Ahmadinejad coloca país no "fio da navalha"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad durante reunião no Palácio do Itamaraty em Brasília. O governo brasileiro vai tentar aproveitar a ocasião para assumir um papel-chave de intermediador no impasse internacional em torno do programa nuclear do Irã.
REUTERS/Roberto Jayme (23/11/2009)

ANÁLISE-Visita de Ahmadinejad coloca país no "fio da navalha"
segunda-feira, 23 de novembro de 2009 13:08


Por Bruno Marfinati e Hugo Bachega
SÃO PAULO (Reuters) - A vinda ao país do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, gerou uma série de protestos, especialmente da comunidade judaica, mas o governo vai tentar aproveitar a ocasião para assumir um papel-chave de intermediador no delicado impasse internacional em torno do programa nuclear do Irã.
Apesar de controversa, sua visita não deve criar dores de cabeça ao país, contanto que o governo seja cauteloso e o líder iraniano se abstenha de suas polêmicas declarações em solo brasileiro, disseram analistas.
A chegada de Ahmadinejad acontece dias depois da visita do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e duas semanas após a passagem de Shimon Peres, presidente de Israel, país que, para o iraniano, deveria ser "riscado do mapa".
No Brasil, Peres esquivou-se de comentar as afirmações do iraniano. Ficará Ahmadinejad distante de declarações explosivas?
"Espero que ele não extrapole nas declarações porque justamente isso não pegaria bem para o Brasil", afirmou o ex-embaixador do Brasil em Washington Roberto Abdenur.
"O chanceler (Celso) Amorim deu a entender que houve uma preparação cuidadosa da visita, inclusive com vários recados aos iranianos no sentido de que o Ahmadinejad no Brasil evite declarações indesejáveis", acrescentou, afirmando, no entanto, considerar a visita "despropositada e inoportuna".
Além dos discursos polêmicos por defender o fim de Israel, a inexistência do Holocausto e ser contra as liberdades sexual e religiosa, Ahmadinejad colocou o Irã no centro de um impasse que contribuiu para o isolamento do país pela comunidade internacional, desconfiada de que seu enriquecimento de urânio seja para a produção de armas nucleares. E é nesse dilema que o Brasil quer se fazer ouvido.
O governo brasileiro tem buscado ampliar sua projeção internacional com a atuação militar no Haiti, a tentativa de mediação da crise em Honduras, o envio de tropas ao Sudão e a abertura de uma embaixada na Coreia do Norte.
Mostrar que o país está disposto a mediar situações de tensão seria parte da campanha brasileira para conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), analisou o coordenador do curso de Relações Internacionais da Faap, Gunther Rudzit.
"A política externa atual quer mostrar que o Brasil é capaz de ter papel mais ativo na solução dos problemas", disse.
O especialista em Relações Internacionais da PUC-SP Reginaldo Nasser vai na mesma linha. "Não se consegue uma vaga a não ser demonstrando capacidade, poder econômico, liderança política."
FIO DA NAVALHA
O enriquecimento de urânio iraniano é a preocupação das potências ocidentais. Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Rússia e China negociam com o Irã tendo como objetivo que o país desista do enriquecimento de urânio.
Ao receber Ahmadinejad, o Brasil gostaria de se qualificar para entrar nessa negociação, até agora problemática.
Faltaria ao país, no entanto, o potencial necessário para se tornar um intermediador de peso na questão nuclear iraniana e a aproximação diplomática com a República Islâmica poderia gerar dúvidas sobre os reais interesses deste diálogo.
"O Itamaraty está escolhendo um caminho no fio da navalha", disse Rudzit. "O Brasil tenta ter sua própria autonomia no enriquecimento do urânio para fins pacíficos, que não restem dúvidas no mundo sobre as nossas intenções."
"Só que uma aproximação muito grande com o Irã pode justamente fazer surgir um efeito contrário, de as pessoas perceberem isso como indo para um outro caminho", acrescentou.
O ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia não acredita que a visita cause dúvidas sobre o programa nuclear brasileiro, "perfeitamente respeitado por todo o mundo", mas aponta que a aproximação brasileira pode provocar controvérsias.
"Isso que não entendo.... não precisava de nenhuma forma de se colocar como amigo do Irã e atrair uma certa suspeita do que esteja ocorrendo com ele", afirmou Lampreia.
Para Nasser, da PUC-SP, apesar de não ter o poder de persuasão nos moldes de grandes potências, como Rússia ou China, o Brasil poderá ser um elemento a mais no estabelecimento dessa agenda nuclear que está sendo levada para os fóruns internacionais.
"O Brasil tem que se colocado claramente contra países que adotam a política nuclear para a produção de armas, então, ele continua com essa posição. O Brasil não está concordando com isso, está ouvindo o Irã e acreditando naquilo que o Irã está dizendo."
Brasil e Irã mantêm relações diplomáticas desde 1903 e os países vão aproveitar a visita de Ahmadinejad para assinarem acordos bilaterais.

Lula defende programa nuclear do Irã para fins pacíficos


REUTERS/Ricardo Moraes

Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, antes de coletiva de imprensa em Brasília, na qual Lula defendeu o programa nuclear iraniano.


Lula defende programa nuclear do Irã para fins pacíficos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009 22:11


Por Fernando Exman
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nesta segunda-feira sua defesa ao programa nuclear iraniano, aproveitando a visita do presidente do país islâmico ao Brasil, Mahmoud Ahmadinejad. Ele destacou, no entanto, que a iniciativa iraniana deve ter fins pacíficos.
Por sua vez, o líder iraniano apoiou a inclusão do Brasil entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), um dos objetivos da política externa do governo brasileiro. O presidente Lula informou que pretende visitar o Irã no primeiro semestre de 2010.
"Aquilo que o Brasil defende para nós, nós defendemos para os outros", destacou o presidente Lula durante entrevista de imprensa conjunta no Palácio do Itamaraty.
Mediar situações de tensão seria parte da campanha do governo brasileiro para ampliar sua projeção internacional, dizem analistas.
"A política externa atual quer mostrar que o Brasil é capaz de ter papel mais ativo na solução dos problemas", afirmou o coordenador do curso de Relações Internacionais da Faap, Gunther Rudzit.
O especialista em Relações Internacionais da PUC-SP Reginaldo Nasser vai na mesma linha. "Não se consegue uma vaga a não ser demonstrando capacidade, poder econômico, liderança política."
A vinda ao país do presidente iraniano gerou uma série de protestos, especialmente da comunidade judaica, devido a seus discursos. Ahmadinejad já fez declarações polêmicas defendendo a extinção de Israel, a inexistência do Holocausto, além de se manifestar contra as liberdades sexual e religiosa.
Nesta segunda-feira, manifestantes pró e contra Ahmadinejad tomaram a frente do Palácio do Itamaraty antes da chegada do líder iraniano. A polícia reforçou a segurança no local após sua chegada, inclusive com a presença da cavalaria.
O presidente do Irã também enfrentou uma manifestação durante entrevista coletiva no hotel em que se hospeda em Brasília.
Enquanto Ahmadinejad respondia perguntas de jornalistas, um homem que estava na sala empunhou a bandeira do movimento homossexual, mas logo foi retirado da sala por seguranças.
Mais cedo, citando o exemplo do Brasil, onde as comunidades judaica e árabe convivem de forma pacífica, Lula lembrou que seu governo é favorável à criação de um Estado palestino independente que assegure a segurança de Israel.
"O Irã pode ter um papel decisivo, não só no Oriente Médio, mas também na Ásia Central. Confiamos na experiência milenar de sua cultura para forjar uma ordem internacional harmônica em sua própria região", destacou Lula.
Em outra parte do discurso, Lula citou outros temas que frequentemente constam da agenda crítica que o Irã enfrenta no cenário internacional.
"A política externa brasileira é balizada pelo compromisso com a democracia e o respeito à diversidade. Defendemos os direitos humanos e a liberdade de escolha de nossos cidadãos e cidadãs com a mesma veemência com que repudiamos todo ato de intolerância ou de recurso ao terrorismo", ressaltou Lula.
A chegada de Ahmadinejad ao Brasil acontece dias depois da visita do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e duas semanas após a passagem de Shimon Peres, presidente de Israel.
CAMPANHA NEGATIVA
Ahmadinejad colocou o Irã no centro de um impasse que contribuiu para o isolamento do país pela comunidade internacional, desconfiada de que seu enriquecimento de urânio não tenha fins pacíficos.
"Os dois países procuram um mundo livre de armas de destruição em massa, particularmente armas nucleares", afirmou Ahmadinejad ao defender, em declaração conjunta com o presidente Lula, a não-proliferação de armas nucleares.
O presidente iraniano criticou a postura dos países ocidentais, os quais acusou de promover uma política de dominação econômica, cultural e bélica.
Perguntado se seu país estava preparado para um ataque militar dos Estados Unidos ou de Israel, o presidente do Irã afirmou durante a entrevista coletiva no hotel que "a era dos ataques militares já chegou ao seu fim". Mesmo assim, disparou uma provocação.
"Aqueles que você se referiu não têm coragem para praticar isso."
Ahmadinejad disse também que o Irã, que teria sido o autor da proposta de obtenção de urânio enriquecido no exterior, não chegou a um entendimento com a ONU sobre o programa devido a uma campanha de propaganda promovida pelos países ocidentais, segundo a qual o Irã teria sido enfraquecido por essa solução.
O presidente do Irã também disse que, para essa solução ir adiante, o direito de comprador do Irã --de fazer exigências técnicas dos produtos adquiridos-- teria que ser respeitado.
"Cabe ao adquirente definir as condições da compra... no Irã, as pessoas não vão aceitar imposições de terceiros", justificou.
Ele afirmou também que a atual conjuntura internacional não pode permanecer como tal, pois existe uma necessidade de mudança.
"A presença do Brasil no Oriente Médio pode levar a um aperfeiçoamento da cooperação bilateral e multilateral. Pode também ajudar na promoção da paz e da estabilidade", acrescentou.
VISITA AO CONGRESSO
Ahmadinejad foi recebido pelos líderes do Congresso, mas a polêmica em torno de sua vinda ao país, que foi alvo de críticas também da classe política, refletiu no humor do evento solene.
Normalmente sorridente, o presidente do Senado, José Sarney, foi cortês, mas não esboçou gracejos. Era evidente o clima de desconforto. Dois deputados estenderam uma faixa com os dizeres "Holocausto nunca mais".
Ahmadinejad fez um discurso de paz, disse que Brasil e Irã eram países amigos e com muitas semelhanças e criticou o Conselho de Segurança da ONU, dizendo que "se não existe a Justiça, não vamos ter a paz".
Brasil e Irã mantêm relações diplomáticas desde 1903 e os países aproveitaram a visita de Ahmadinejad para assinar acordos bilaterais.
(Reportagem adicional de Natuza Nery em Brasília e de Bruno Marfinati e Hugo Bachega em São Paulo)

Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro como reflexo do desempenho econômico do país, avalia pesquisa Sensus encomendada pela CNT

REUTERS/Roberto Jayme

O presidente Lula gesticula antes de encontro em Brasília. A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro como reflexo do desempenho econômico do país, avalia pesquisa Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta segunda-feira.23/11/2009


Avaliação positiva do governo Lula sobe em novembro
segunda-feira, 23 de novembro de 2009 12:51


BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro como reflexo do desempenho econômico do país, avalia pesquisa Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta segunda-feira.
O desempenho positivo do governo cresceu para 70 por cento em novembro, ante 65,4 por cento em setembro, enquanto a avaliação negativa passou para 6,2 por cento, em comparação com os 7,2 por cento anteriores.
"Mais uma vez, a economia foi o carro-chefe", disse a jornalistas Clesio Andrade, presidente da CNT, citando aumento da renda e da geração de empregos.
Para 22,7 por cento dos entrevistados, o governo é regular, ante 26,6 por cento da sondagem anterior.
Apesar de ter sido realizada após o apagão da noite de 10 de novembro, o instituto Sensus não incluiu esta pergunta na sondagem.
Um total de 73,4 por cento dos entrevistados se mostra otimista com o ano de 2010, apostando que será melhor do que este --mais de dez pontos percentuais acima do índice de dezembro de 2008, quando atingiu 65,4 por cento.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro com 2.000 entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
(Reportagem de Natuza Nery; Edição de Carmen Munari e Denise Luna)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lula: Brasil cria 1,3 milhão de empregos formais no ano

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o país encerrará o ano com 1 milhão e trezentos mil novos empregos formais.
REUTERS/Andrew Medichini/POOL (ITALY AGRICULTURE BUSINESS FOOD POLITICS)

Lula: Brasil cria 1,3 milhão de empregos formais no ano
sexta-feira, 20 de novembro de 2009 16:05


CAMAÇARI, Bahia (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o país encerrará o ano com 1 milhão e trezentos mil novos empregos formais.
O número é maior que o estimado nesta semana pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para quem o país criaria entre 1 milhão e 1,1 milhão de vagas líquidas com carteira assinada em 2009. No ano que vem, sua previsão é de 2 milhões.
"Vamos terminar o ano criando 1 milhão e trezentos mil empregos com carteira assinada", comemorou o presidente durante visita à fábrica da Ford, em Camaçari, para um anúncio de investimentos.
De janeiro a outubro, foram criados 1,163 milhão de empregos formais no país. Em dezembro, tradicionalmente há uma dispensa líquida de empregados.
Aos funcionários da fábrica, Lula fez um breve histórico da crise financeira internacional, repetiu o conceito da "marolinha" e defendeu a atuação de bancos públicos nos meses de maior dificuldade.
Segundo ele, somente o Banco do Brasil tem disponibilizado hoje todo o crédito que o país tinha em 2003.
"O Brasil em 2003 tinha 380 bilhões de reais (em crédito) disponibilizado para o Brasil inteiro. Hoje, só o Banco do Brasil tem isso."
Ao delinear a gênese da crise no mercado financeiro global, o presidente defendeu a regulação brasileira. No Brasil, disse, nenhum banco pode alavancar mais que 10 vezes o patrimônio líquido da instituição. "Portanto a gente tinha solidez no sistema financeiro", ponderou, dizendo que os bancos norte-americanos alavancavam seu capital em mais de 35 vezes antes da crise.
Lula afirmou ainda, que Bush errou ao não evitar a quebra do Lehman Brothers.
"Se o presidente Bush tivesse noção do prejuízo que iria causar ao mundo a quebra do Lehman Brothers, possivelmente com menos de 10 por cento do dinheiro que o tesouro americano teve que colocar no sistema financeiro (inteiro), ele teria evitado que o Lehman Brothers quebrasse e teria evitado a crise financeira internacional, que tomou conta do mundo por uma desconfiança."
(Reportagem de Peter Murphy na Bahia e Ana Paula Paiva em Brasília)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Governo põe Itaipu sob suspeita


Governo põe Itaipu sob suspeita
Agência quer saber se planejamento de produção foi devidamente autorizado e se houve erro de operação do ONS
Christiane Samarco e Leonardo Goy, BRASÍLIA

Apesar de o diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, ter dito ainda na terça-feira que a usina havia contribuído com "zero de problema" para o apagão, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vão investigar a geração da hidrelétrica na noite da pane no sistema de transmissão. Os órgãos de regulação e de planejamento da geração e distribuição querem saber se a produção a plena carga das 18 turbinas de Itaipu (11.850 megawatts) sobrecarregou e fragilizou as linhas de transmissão, deixando-as mais vulneráveis a "incidentes meteorológicos".
A Aneel terá de saber também se o planejamento da produção de Itaipu foi devidamente autorizado pelo ONS e se, eventualmente, houve erro do próprio Operador Nacional ao permitir uma produção acima do suportável pela rede de transmissão. "Itaipu pode ter trabalhado em zona de risco", disse ontem ao Estado uma fonte do governo.Essa pressão sobre a rede pode até forçar um curto-circuito, levando a um desligamento em cascata do sistema de transmissão. "Raios, ventos e chuvas fortes", causas apontadas pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia) para o apagão de terça, podem apenas ter precipitado uma pane que já era iminente.O sistema de controle de velocidade dos geradores monitora a frequência da rede. Quando sobe a velocidade de rotação das turbinas, em um momento de baixo consumo, o sistema começa a tirar geração. Quando uma grande linha de transmissão cai e provoca uma redução abrupta da carga, o gerador da usina hidrelétrica tende a acelerar. Para evitar pane em cadeia no sistema, o gerador tem de ser desligado. O sistema hidrelétrico é uma cascata de usinas, e Itaipu é a última da série do Paraná. Como não há outras usinas abaixo dela, a lógica da operação é "maximizar a geração a jusante" - nas usinas acima de Itaipu -, onde é possível armazenar energia, isto é, onde é possível estocar água para geração futura. Em razão do controle rigoroso do tamanho do Lago de Itaipu, por causa dos tratados firmados com a Argentina e o Paraguai, ela é uma "usina fio d"água", e não de armazenamento. A tendência, para desperdiçar o mínimo de água possível, é que a hidrelétrica gere o máximo de energia com o "fio d"água" corrente. Pelos acordos internacionais, o reservatório de Itaipu tem um estoque limitado de água para evitar que, na eventualidade de abertura total das comportas, isso provoque inundações de proporções catastróficas no território argentino. O ONS tem de entregar à Aneel o Relatório de Análise de Perturbação com a síntese do que ocorreu no apagão. A previsão, segundo a agência, é que seja apresentado em reunião na semana que vem.


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Jornal O Estado de São Paulço de 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Lula afasta falha em geração, diz que país investiu no setor


Em seu primeiro comentário sobre o apagão que atingiu 18 Estados do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou que o problema tenha sido na geração de energia.
REUTERS/Paulo Whitaker


Lula afasta falha em geração, diz que país investiu no setor
quarta-feira, 11 de novembro de 2009 16:45


BRASÍLIA, 11 de novembro (Reuters) - Em seu primeiro comentário sobre o apagão que atingiu 18 Estados do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta quarta-feira que o problema tenha sido na geração de energia, apesar de admitir que o governo ainda não tem todos os dados para esclarecer as causas da falta de energia.
"Não tivemos falta de geração de energia. Tivemos um problema na linha de transmissão e não detectamos ainda qual o exato local em que tivemos o problema", afirmou Lula a jornalistas.
Questionado se estaria havendo falta de investimento no setor, como em 2001, quando houve um racionamento de energia no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Lula afirmou que naquela época o país não produzia energia suficiente e não havia interligação do sistema elétrico.
O presidente disse ainda que nos sete anos de seu governo investiu em linhas de transmissão o equivalente a 30 por cento de tudo que foi feito em 123 anos no país.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, problemas em três linhas de transmissão que recebem energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu podem ter provocado o apagão que afetou dezenas de milhões de pessoas por mais de cinco horas.
Lula afirmou ainda que não queria "chutar" motivos para o problema e que pretendia aguardar uma reunião no final da tarde com os diversos órgãos do setor.
(Reportagem de Ana Nicolaci da Costa; texto de Carmen Munari)