segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Serra fala em "vitória estratégica" e indica oposição mais dura

Depois de reconhecer com "humildade a voz do povo nas urnas", José Serra sinalizou que fará uma oposição mais dura ao governo. 31/10/2010
REUTERS/Nacho Doce
Serra fala em "vitória estratégica" e indica oposição mais dura
SÃO PAULO (Reuters) - José Serra (PSDB), derrotado por Dilma Rousseff (PT) na eleição presidencial, afirmou neste domingo que sua candidatura representou uma "vitória estratégica" e uma "fortaleza" em defesa da liberdade.
"Eu vim aqui não para falar da frustração, mas pra falar da confiança e da esperança", disse Serra em pronunciamento a militantes e aliados. "Nesses meses, quando enfrentaram forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica, cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza... de defesa da liberdade, afirmou.
"Da liberdade das grandes causas sociais e econômicas do nosso país, que estão vivas no sentimento de toda nossa população."
Depois de reconhecer com "humildade a voz do povo nas urnas", Serra fez uma promessa que sinaliza uma oposição mais dura do que a enfrentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos oito anos.
"Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta", afirmou o tucano.
"E nós vamos dar a nossa contribuição ao país, em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e ser ouvidos, da justiça social", acrescentou.
Com 99,97 por cento da apuração concluída, Dilma tinha 56,05 por cento dos votos válidos contra 43,95 por cento de Serra.
Serra agradeceu seus eleitores e fez questão de ressaltar "uma juventude que ama o Brasil", acrescentando que os militantes garantiram a ele a energia para a campanha.
"Por isso, a minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas é um até logo... a luta continua."
(Reportagem de Hugo Bachega e Fernando Cassaro)
REUTERS/Nacho Doce
Serra fala em "vitória estratégica" e indica oposição mais dura
SÃO PAULO (Reuters) - José Serra (PSDB), derrotado por Dilma Rousseff (PT) na eleição presidencial, afirmou neste domingo que sua candidatura representou uma "vitória estratégica" e uma "fortaleza" em defesa da liberdade.
"Eu vim aqui não para falar da frustração, mas pra falar da confiança e da esperança", disse Serra em pronunciamento a militantes e aliados. "Nesses meses, quando enfrentaram forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica, cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza... de defesa da liberdade, afirmou.
"Da liberdade das grandes causas sociais e econômicas do nosso país, que estão vivas no sentimento de toda nossa população."
Depois de reconhecer com "humildade a voz do povo nas urnas", Serra fez uma promessa que sinaliza uma oposição mais dura do que a enfrentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos oito anos.
"Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta", afirmou o tucano.
"E nós vamos dar a nossa contribuição ao país, em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e ser ouvidos, da justiça social", acrescentou.
Com 99,97 por cento da apuração concluída, Dilma tinha 56,05 por cento dos votos válidos contra 43,95 por cento de Serra.
Serra agradeceu seus eleitores e fez questão de ressaltar "uma juventude que ama o Brasil", acrescentando que os militantes garantiram a ele a energia para a campanha.
"Por isso, a minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas é um até logo... a luta continua."
(Reportagem de Hugo Bachega e Fernando Cassaro)
Dilma vence batalha nas urnas; desafio no Planalto começa agora

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) faz seu primeiro discurso após a eleição. 31/10/2010
REUTERS/Bruno Domingos
Dilma vence batalha nas urnas; desafio no Planalto começa agora
Por Alexandre Caverni
BRASÍLIA (Reuters) - Dilma Rousseff (PT) foi eleita neste domingo a primeira mulher presidente da República do país, mas os desafios de verdade começam agora: manter a economia crescendo com força, administrar uma coligação de dez partidos e lidar com a oposição. Tudo isso sem o carisma ou habilidade política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Beneficiada pela popularidade de Lula, pelo bom momento econômico e pelos ganhos sociais dos últimos oito anos, Dilma derrotou José Serra, do PSDB, e garantiu ao PT seu terceiro mandato consecutivo à frente do Executivo federal.
A eleição presidencial mais disputada desde 1989 acabou tendo um resultado mais folgado do que chegou a se projetar no início da campanha do segundo turno e do que a "guerra" política parecia mostrar.
Faltando 51 seções eleitorais, de um total de 400 mil, Dilma somou 56,05 por cento dos votos válidos, contra 43,95 por cento de Serra. Uma diferença de mais de 12 milhões de votos.
Em seu primeiro pronunciamento já eleita, a petista repetiu compromissos de campanha como a erradicação da miséria e a manutenção de uma política econômica responsável. Agradeceu a Lula, prometeu "zelar" pela liberdade de imprensa e religiosa e acenou à oposição.
"Acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas."
Prometeu que será feito um esforço grande pela "melhoria da qualidade do gasto público", mas fez questão de ressaltar que rejeita "visões de ajuste que recaem sobre programas sociais" e investimentos.
Isso, porém, pode não bastar para agradar o mercado, garantir que o país continue crescendo ou mesmo contentar todos os setores da economia.
"O mercado gostaria de ver uma mudança na política fiscal, com certeza", disse Tony Volpon, chefe de pesquisa para mercados emergentes nas Américas, da Nomura Securities. "Você não tem que ter um corte de gastos, você precisa ter uma queda na taxa de crescimento dos gastos."
Para Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), "o novo governo deve tomar sérias medidas que permitam ao Brasil consolidar a sua competitividade internacional".
O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho, foi ainda mais duro.
"Penso que a presidente tem que fazer algo que o Lula não fez: fazer com que a agricultura tenha uma papel político semelhante ao papel econômico que ela tem", disse Ramalho. "Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do país, vamos continuar com esses problemas a vida inteira."
OPOSIÇÃO E NEGOCIAÇÃO POLÍTICA
Mas depois de uma campanha eleitoral de duras trocas de acusação, denúncias e boatos, em que até o sentimento religioso de boa parte da população foi moeda de troca eleitoral, Dilma quis logo na primeira oportunidade fazer um gesto à oposição, de olho nos desafios políticos que tem à frente.
"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles, de minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio"
Tomando por base o pronunciamento que Serra fez pouco depois, porém, parece claro que Dilma não terá vida fácil da oposição.
Falando a militantes e aliados, em São Paulo, o tucano falou em "vitória estratégica".
"Nesses meses, quando enfrentaram forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica, cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza... de defesa da liberdade... das grandes causas sociais e econômicas do nosso país, que estão vivas no sentimento de toda nossa população."
E arrematou. "Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta."
Analistas políticos veem dificuldades no horizonte do novo governo e a necessidade de Dilma se cercar de bons negociadores.
"Ela não tem muita experiência em lidar com políticos e partidos. Nessa área, ela terá que chamar pessoas com aptidão para assessorá-la", disse Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio.
Rubens Figueiredo, cientista político do Cepac, vai na mesma linha. "Ela tem uma experiência muito pequena na negociação parlamentar, e ela não tem o talento na comunicação que o Lula tem."
Com oito governadores estaduais --entre eles os dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais--, o PSDB sai forte da eleição, apesar da terceira derrota seguida para o Palácio do Planalto. Mesmo o DEM, com Santa Catarina e Rio Grande do Norte, saiu no lucro nas disputas estaduais.
"Você teve uma vitória da continuidade, mas essa continuidade não se dará de forma tranquila", disse Carlos Melo, cientista político do Insper. "A oposição não sai enfraquecida em virtude dos governos estaduais que foram conquistados nesse processo."
Se é verdade que Dilma terá, ao menos em teoria, maioria folgada na Câmara e mesmo no Senado, não será fácil administrar isso. A começar pelas conhecidas disputas internas do próprio PT e a gula do PMDB por cargos.
Como resumiu Figueiredo: "A Dilma vai precisar fazer muita ginástica, um 'pilates político', para ter a governabilidade necessária."
(Reportagem de Carmen Munari, Maria Carolina Marcello, Isabel Versiani e Bruno Peres, em Brasília; Hugo Bachega, Fernando Cassaro, Maria Pia Palermo, Eduardo Simões, Roberto Simões e Silvio Cascione, em São Paulo)
REUTERS/Bruno Domingos
Dilma vence batalha nas urnas; desafio no Planalto começa agora
Por Alexandre Caverni
BRASÍLIA (Reuters) - Dilma Rousseff (PT) foi eleita neste domingo a primeira mulher presidente da República do país, mas os desafios de verdade começam agora: manter a economia crescendo com força, administrar uma coligação de dez partidos e lidar com a oposição. Tudo isso sem o carisma ou habilidade política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Beneficiada pela popularidade de Lula, pelo bom momento econômico e pelos ganhos sociais dos últimos oito anos, Dilma derrotou José Serra, do PSDB, e garantiu ao PT seu terceiro mandato consecutivo à frente do Executivo federal.
A eleição presidencial mais disputada desde 1989 acabou tendo um resultado mais folgado do que chegou a se projetar no início da campanha do segundo turno e do que a "guerra" política parecia mostrar.
Faltando 51 seções eleitorais, de um total de 400 mil, Dilma somou 56,05 por cento dos votos válidos, contra 43,95 por cento de Serra. Uma diferença de mais de 12 milhões de votos.
Em seu primeiro pronunciamento já eleita, a petista repetiu compromissos de campanha como a erradicação da miséria e a manutenção de uma política econômica responsável. Agradeceu a Lula, prometeu "zelar" pela liberdade de imprensa e religiosa e acenou à oposição.
"Acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas."
Prometeu que será feito um esforço grande pela "melhoria da qualidade do gasto público", mas fez questão de ressaltar que rejeita "visões de ajuste que recaem sobre programas sociais" e investimentos.
Isso, porém, pode não bastar para agradar o mercado, garantir que o país continue crescendo ou mesmo contentar todos os setores da economia.
"O mercado gostaria de ver uma mudança na política fiscal, com certeza", disse Tony Volpon, chefe de pesquisa para mercados emergentes nas Américas, da Nomura Securities. "Você não tem que ter um corte de gastos, você precisa ter uma queda na taxa de crescimento dos gastos."
Para Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), "o novo governo deve tomar sérias medidas que permitam ao Brasil consolidar a sua competitividade internacional".
O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho, foi ainda mais duro.
"Penso que a presidente tem que fazer algo que o Lula não fez: fazer com que a agricultura tenha uma papel político semelhante ao papel econômico que ela tem", disse Ramalho. "Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do país, vamos continuar com esses problemas a vida inteira."
OPOSIÇÃO E NEGOCIAÇÃO POLÍTICA
Mas depois de uma campanha eleitoral de duras trocas de acusação, denúncias e boatos, em que até o sentimento religioso de boa parte da população foi moeda de troca eleitoral, Dilma quis logo na primeira oportunidade fazer um gesto à oposição, de olho nos desafios políticos que tem à frente.
"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles, de minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio"
Tomando por base o pronunciamento que Serra fez pouco depois, porém, parece claro que Dilma não terá vida fácil da oposição.
Falando a militantes e aliados, em São Paulo, o tucano falou em "vitória estratégica".
"Nesses meses, quando enfrentaram forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica, cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza... de defesa da liberdade... das grandes causas sociais e econômicas do nosso país, que estão vivas no sentimento de toda nossa população."
E arrematou. "Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta."
Analistas políticos veem dificuldades no horizonte do novo governo e a necessidade de Dilma se cercar de bons negociadores.
"Ela não tem muita experiência em lidar com políticos e partidos. Nessa área, ela terá que chamar pessoas com aptidão para assessorá-la", disse Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio.
Rubens Figueiredo, cientista político do Cepac, vai na mesma linha. "Ela tem uma experiência muito pequena na negociação parlamentar, e ela não tem o talento na comunicação que o Lula tem."
Com oito governadores estaduais --entre eles os dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais--, o PSDB sai forte da eleição, apesar da terceira derrota seguida para o Palácio do Planalto. Mesmo o DEM, com Santa Catarina e Rio Grande do Norte, saiu no lucro nas disputas estaduais.
"Você teve uma vitória da continuidade, mas essa continuidade não se dará de forma tranquila", disse Carlos Melo, cientista político do Insper. "A oposição não sai enfraquecida em virtude dos governos estaduais que foram conquistados nesse processo."
Se é verdade que Dilma terá, ao menos em teoria, maioria folgada na Câmara e mesmo no Senado, não será fácil administrar isso. A começar pelas conhecidas disputas internas do próprio PT e a gula do PMDB por cargos.
Como resumiu Figueiredo: "A Dilma vai precisar fazer muita ginástica, um 'pilates político', para ter a governabilidade necessária."
(Reportagem de Carmen Munari, Maria Carolina Marcello, Isabel Versiani e Bruno Peres, em Brasília; Hugo Bachega, Fernando Cassaro, Maria Pia Palermo, Eduardo Simões, Roberto Simões e Silvio Cascione, em São Paulo)
Alexandre Garcia comenta primeiro discurso de Dilma Rousseff
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1366627-7823-ALEXANDRE+GARCIA+COMENTA+PRIMEIRO+DISCURSO+DE+DILMA+ROUSSEFF,00.html
Vitória de Dilma Rousseff é destaque em todo o mundo
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1366630-7823-VITORIA+DE+DILMA+ROUSSEFF+E+DESTAQUE+EM+TODO+O+MUNDO,00.html
Conheça a trajetória de Dilma Rousseff
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1366530-7823-CONHECA+A+TRAJETORIA+DE+DILMA+ROUSSEFF,00.htmlDomingo, 31/10/2010
A mineira Dilma Rousseff chegou ao cargo mais importante do país logo na primeira eleição que disputou. Mas a trajetória política da nova presidente começou há mais de 30 anos.
A mineira Dilma Rousseff chegou ao cargo mais importante do país logo na primeira eleição que disputou. Mas a trajetória política da nova presidente começou há mais de 30 anos.
Confira a trajetória de Dilma Rousseff

Foto: Agência Brasil
Confira a trajetória de Dilma Rousseff
Dilma foi ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil. Acabou virando o braço direito do presidente Lula. Jovem, lutou contra a ditadura, participou de grupos da esquerda armada. Dilma foi presa e torturada.
No dia 1º de janeiro, Dilma Rousseff recebe a faixa presidencial. Até lá, vai organizar a transição, escolher ministros e se preparar para governar 190 milhões de brasileiros. Economista, Dilma já foi ministra e chegou a ser presa e torturada durante a ditadura militar.
A foto oficial foi tirada no começo do segundo mandato do presidente Lula. Ao lado dele, estava Dilma Rousseff. E Lula já não escondia: estava impressionado com o desempenho, com o profissionalismo dela.
Em dois mandatos, Dilma Rousseff foi responsável por algumas das principais obras do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o “Minha Casa, Minha Vida”. Mas foi ao falar da campanha que a agora presidente eleita do Brasil deixou claro qual foi a obra que mais mexeu com ela: “Valeu a pena ter sido candidata à presidência. Eu saio uma pessoa melhor do que entrei”.
A trajetória começou com um susto: a descoberta de um câncer linfático, em abril do ano passado. “Nós brasileiros temos esse hábito de sermos capazes de enfrentar obstáculos, de transpô-los e de sair inteiros do outro lado de lá”, afirma.
Dilma se tratou, perdeu o cabelo, botou peruca. Entrou com tudo na campanha: viajou, sambou e virou avó. "Sempre me disseram, vários amigos meus que são avós, que a gente fica meio bobo. Então, eu estou hoje meio boba", disse.
Dilma não era a preferida do PT. "Mal entrou no partido", “ligada a Leonel Brizola", lembravam alguns petistas. "Não tem tato político", reclamavam outros. "Nunca enfrentou uma eleição", diziam. Ganhou fama de centralizadora, mandona. Dilma venceu todas as resistências com apoio integral d o presidente Lula.
Escolhida, começou a construção da candidata. Dilma mudou. Ficou mais simpática, mais sorridente, tirou os óculos, mudou as roupas, reformulou todo o visual. Virou a Dilma “Paz e Amor”. Para encerrar uma entrevista: “é a última, é a última, porque esse pezinho não consegue mais ficar aqui horas e horas a fio”, explicou Dilma, com o pé imobilizado.
A campanha foi dura. Dilma se machucou, mas não parou.
A eleição, muitos pensaram, seria resolvida já no primeiro turno. Não foi, por causa das acusações de tráfico de influência na Casa Civil, que derrubaram Erenice Guerra, e da polêmica em torno do aborto. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto, porque acho o aborto uma violência contra mulher”, ressaltou.
A jornada seria mais longa, e Dilma atravessou mais uma vez o país sem descanso. Nesse domingo (31), as urnas confirmaram a vitória de Dilma Rousseff.
A primeira mulher eleita presidente do Brasil nasceu em Belo Horizonte, tem 62 anos. É economista. Jovem, lutou contra a ditadura militar. Participou de grupos da esquerda armada. Foi presa e torturada.
Ao depor no Senado, sobre um dossiê com informações sigilosas do governo Fernando Henrique, Dilma negou qualquer envolvimento do governo e falou sobre os anos na prisão: "Eu tinha 19 anos, fiquei três anos na cadeia e fui barbaramente torturada”.
Um amigo de Dilma também relembrou aquele período. “É difícil falar sobre isso, porque a Dilma foi barbaramente torturada. E suportar uma tortura é difícil. Ela suportou com inteligência. A tortura é uma coisa absolutamente indescritível”, declara o advogado Gilberto Vasconcelos.
Dilma foi ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil. Acabou virando o braço direito do presidente Lula.
Na próxima foto oficial do novo ministério, Dilma Rousseff vai estar nela novamente, em outra posição.
Também durante o governo de transição, Dilma Rousseff vai recordar alguns momentos, já que ela também participou do governo de transição do, então, presidente Fernando Henrique para o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva.
Fonte: Bom dia Brasil
Confira a trajetória de Dilma Rousseff
Dilma foi ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil. Acabou virando o braço direito do presidente Lula. Jovem, lutou contra a ditadura, participou de grupos da esquerda armada. Dilma foi presa e torturada.
No dia 1º de janeiro, Dilma Rousseff recebe a faixa presidencial. Até lá, vai organizar a transição, escolher ministros e se preparar para governar 190 milhões de brasileiros. Economista, Dilma já foi ministra e chegou a ser presa e torturada durante a ditadura militar.
A foto oficial foi tirada no começo do segundo mandato do presidente Lula. Ao lado dele, estava Dilma Rousseff. E Lula já não escondia: estava impressionado com o desempenho, com o profissionalismo dela.
Em dois mandatos, Dilma Rousseff foi responsável por algumas das principais obras do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o “Minha Casa, Minha Vida”. Mas foi ao falar da campanha que a agora presidente eleita do Brasil deixou claro qual foi a obra que mais mexeu com ela: “Valeu a pena ter sido candidata à presidência. Eu saio uma pessoa melhor do que entrei”.
A trajetória começou com um susto: a descoberta de um câncer linfático, em abril do ano passado. “Nós brasileiros temos esse hábito de sermos capazes de enfrentar obstáculos, de transpô-los e de sair inteiros do outro lado de lá”, afirma.
Dilma se tratou, perdeu o cabelo, botou peruca. Entrou com tudo na campanha: viajou, sambou e virou avó. "Sempre me disseram, vários amigos meus que são avós, que a gente fica meio bobo. Então, eu estou hoje meio boba", disse.
Dilma não era a preferida do PT. "Mal entrou no partido", “ligada a Leonel Brizola", lembravam alguns petistas. "Não tem tato político", reclamavam outros. "Nunca enfrentou uma eleição", diziam. Ganhou fama de centralizadora, mandona. Dilma venceu todas as resistências com apoio integral d o presidente Lula.
Escolhida, começou a construção da candidata. Dilma mudou. Ficou mais simpática, mais sorridente, tirou os óculos, mudou as roupas, reformulou todo o visual. Virou a Dilma “Paz e Amor”. Para encerrar uma entrevista: “é a última, é a última, porque esse pezinho não consegue mais ficar aqui horas e horas a fio”, explicou Dilma, com o pé imobilizado.
A campanha foi dura. Dilma se machucou, mas não parou.
A eleição, muitos pensaram, seria resolvida já no primeiro turno. Não foi, por causa das acusações de tráfico de influência na Casa Civil, que derrubaram Erenice Guerra, e da polêmica em torno do aborto. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto, porque acho o aborto uma violência contra mulher”, ressaltou.
A jornada seria mais longa, e Dilma atravessou mais uma vez o país sem descanso. Nesse domingo (31), as urnas confirmaram a vitória de Dilma Rousseff.
A primeira mulher eleita presidente do Brasil nasceu em Belo Horizonte, tem 62 anos. É economista. Jovem, lutou contra a ditadura militar. Participou de grupos da esquerda armada. Foi presa e torturada.
Ao depor no Senado, sobre um dossiê com informações sigilosas do governo Fernando Henrique, Dilma negou qualquer envolvimento do governo e falou sobre os anos na prisão: "Eu tinha 19 anos, fiquei três anos na cadeia e fui barbaramente torturada”.
Um amigo de Dilma também relembrou aquele período. “É difícil falar sobre isso, porque a Dilma foi barbaramente torturada. E suportar uma tortura é difícil. Ela suportou com inteligência. A tortura é uma coisa absolutamente indescritível”, declara o advogado Gilberto Vasconcelos.
Dilma foi ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil. Acabou virando o braço direito do presidente Lula.
Na próxima foto oficial do novo ministério, Dilma Rousseff vai estar nela novamente, em outra posição.
Também durante o governo de transição, Dilma Rousseff vai recordar alguns momentos, já que ela também participou do governo de transição do, então, presidente Fernando Henrique para o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva.
Fonte: Bom dia Brasil
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