sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sarney se reúne com Lula e diz que não sai



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se encontrou nesta sexta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para informá-lo que não pretende pedir licença ou renunciar ao cargo. Os dois se reuniram por quase duas horas no Centro Cultural Banco do Brasil, segundo informou à Agência Estado um auxiliar direto de Lula.
Sarney disse ao presidente que a oposição está tirando proveito da crise para criar problemas para o governo e assumir o controle do Senado. O presidente da Casa ainda teria dito que espera liderar o "processo de normalidade" com apoio da base e de "quem mais estiver interessado". Lula teria concordado com a posição de Sarney e ainda dito a ele que conta com a sua disposição para liderar o processo de restabelecimento de normalidade do Senado.
O encontro serviu também para que Sarney apresentasse ao presidente o documento que enumera 36 ações adotadas pela Comissão Diretora para dar eficiência e transparência às decisões administrativas do Senado.
Entre as medidas está a economia de aproximadamente 10 milhões de reais por ano nos dois primeiros contratos de fornecimento de mão-de-obra, além de uma mudança na regulamentação das cotas de passagens aéreas dos senadores, com corte de custos de 30%. O documento lista também a redução em 10% das despesas gerais do Senado e a redução da taxa de juros dos empréstimos consignados para o patamar máximo de 1,6% ao mês. A Comissão sugere ainda que a Polícia Federal investigue os empréstimos consignados aos servidores, bem como as empresas que os operaram.
Denúncia - o jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta sexta uma reportagem mostrando que Sarney omitiu nas declarações feitas à Justiça Eleitoral a propriedade de uma casa em Brasília no valor de 4 milhões de reais. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.


Fonte: Veja Brasil

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